Pr. Delson Silva: Comentário do Salmo 2 que é considerado um salmo messiânico

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terça-feira, 21 de março de 2023

Comentário do Salmo 2 que é considerado um salmo messiânico

O Salmo 2 é um salmo real que apresenta a soberania e o poder de Deus sobre todas as nações. Escrito provavelmente por volta do século X a.C, o Salmo 2 faz parte do Livro de Salmos, que é uma coleção de cânticos e orações utilizados pelo povo de Israel em sua liturgia. O Salmo 2 é um salmo muito importante na tradição judaico-cristã, pois é citado diversas vezes no Novo Testamento e é visto como uma profecia sobre o Messias.

Neste artigo, iremos explorar a estrutura e o conteúdo do Salmo 2, bem como seu significado teológico e sua relevância para a atualidade. Para tanto, apresentaremos uma análise verso por verso do Salmo 2, explorando seus temas principais, como a soberania de Deus, a rebeldia das nações e a exaltação do rei ungido. Em seguida, discutiremos o significado do Salmo 2 dentro da teologia bíblica e sua relação com a figura de Jesus Cristo. Por fim, refletiremos sobre a aplicação do Salmo 2 para a vida cristã e para a sociedade em geral, bem como sua relevância para a compreensão da justiça social e da dignidade humana.


Contextualização do Livro de Salmos e do Salmo 2

O Livro de Salmos é uma coleção de cânticos e orações utilizados pelos antigos hebreus em sua liturgia. O livro é composto por 150 salmos, que foram escritos por diversos autores ao longo de vários séculos. Os salmos têm sido usados ​​como uma forma de adoração e devoção tanto na tradição judaica quanto na cristã.

O Salmo 2 é um salmo real que apresenta o rei como um instrumento de Deus para governar e estabelecer a justiça na Terra. Este salmo pode ter sido escrito por Davi ou por algum de seus sucessores, e provavelmente foi usado em cerimônias de coroação dos reis de Israel.

O Salmo 2 é considerado um salmo messiânico, pois fala de um rei ungido que será exaltado por Deus e que governará sobre todas as nações. Este rei ungido é visto pelos cristãos como uma profecia sobre a vinda de Jesus Cristo, que é o verdadeiro rei messiânico.

O Salmo 2 apresenta a soberania de Deus sobre todas as nações e a rebeldia das nações contra ele. Ele mostra que os governantes e as nações que se rebelam contra Deus serão punidos, mas que aqueles que se submetem a Deus serão abençoados. O Salmo 2 também destaca a importância da submissão ao rei ungido, que é um instrumento de Deus para estabelecer a justiça na Terra.

Em resumo, o Salmo 2 é um salmo real que fala sobre a soberania de Deus, a rebeldia das nações, a exaltação do rei ungido e a necessidade de se submeter a Deus. Ele é um salmo muito importante na tradição judaico-cristã, pois é visto como uma profecia sobre o Messias e apresenta ensinamentos valiosos para a vida espiritual e social.


Importância do Salmo 2 na tradição judaico-cristã!

O Salmo 2 é um salmo de grande importância na tradição judaico-cristã por diversas razões. Em primeiro lugar, ele apresenta a soberania e o poder de Deus sobre todas as nações, mostrando que nenhuma nação ou governante pode se rebelar contra Deus impunemente. Isso reflete uma visão teológica fundamental do judaísmo e do cristianismo, que reconhecem a Deus como o criador e o soberano do universo.

Além disso, o Salmo 2 é considerado um salmo messiânico, pois fala de um rei ungido que será exaltado por Deus e que governará sobre todas as nações. Para os cristãos, esse rei ungido é visto como uma profecia sobre a vinda de Jesus Cristo, que é o verdadeiro rei messiânico. O Salmo 2, portanto, tem uma importância central na cristologia, que é a doutrina sobre a pessoa e a obra de Jesus Cristo.

Outra razão pela qual o Salmo 2 é importante é que ele apresenta uma visão da justiça divina e do papel dos governantes na promoção da justiça. O rei ungido, de acordo com o salmo, é um instrumento de Deus para estabelecer a justiça na Terra e punir aqueles que se rebelam contra Deus. Isso reflete a ideia de que os governantes têm uma responsabilidade moral e religiosa de governar com justiça e promover o bem-estar de seus povos.

Em resumo, o Salmo 2 é importante para a tradição judaico-cristã, pois ele é visto como uma profecia sobre o Messias e apresenta ensinamentos valiosos sobre a soberania de Deus, a justiça e a exaltação do rei ungido. Sua relevância pode ser vista em sua frequente citação e alusão em textos religiosos e em sua utilização como fonte de inspiração para música e oração.


II. Análise do Salmo 2

O Salmo 2 é um salmo real que apresenta a soberania de Deus sobre todas as nações e a rebeldia das nações contra ele. O salmo é dividido em quatro partes distintas:

A rebelião das nações contra Deus (versículos 1-3)

O Salmo 2 começa com a pergunta retórica: "Por que se amotinam as nações, e os povos imaginam coisas vãs?" (versículo 1). O salmista está observando a rebeldia das nações contra Deus e questionando por que elas estão se levantando contra o Senhor. Ele continua a descrever como as nações estão conspirando juntas para se rebelar contra Deus e como os reis da Terra estão se unindo contra o seu ungido (versículos 2-3).

A resposta de Deus (versículos 4-6)

O salmista então muda o foco para a resposta de Deus à rebeldia das nações. Deus ri da conspiração das nações e as repreende com sua ira e fúria (versículo 5). Ele declara que estabeleceu o seu rei em Sião, sua montanha sagrada (versículo 6).

O Filho de Deus como rei ungido (versículos 7-9)

O salmista agora apresenta o rei ungido como sendo o filho de Deus. Ele declara que Deus disse ao seu filho: "Tu és meu Filho, eu hoje te gerei" (versículo 7). O salmo também enfatiza que Deus deu ao seu filho as nações como herança e os confins da Terra como sua possessão (versículo 8). O salmo conclui com um aviso para os reis da Terra: "Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra" (versículo 10).

A exortação final (versículos 11-12)

O salmo termina com uma exortação para todos os que buscam refúgio em Deus a se regozijarem e a se alegrarem em seu rei ungido (versículo 11). O salmo encerra com um aviso para os reis e governantes da Terra a se submeterem ao Filho de Deus, para que não sejam destruídos (versículo 12).

Em resumo, o Salmo 2 apresenta uma visão da soberania de Deus e da rebeldia das nações contra ele. Ele enfatiza a exaltação do rei ungido como filho de Deus, que é dado as nações como herança e os confins da Terra como sua possessão. O salmo conclui com um aviso para os reis e governantes da Terra a se submeterem ao Filho de Deus, para que não sejam destruídos.


III. Significado teológico do Salmo 2

O Salmo 2 tem um significado teológico profundo na tradição judaico-cristã. Ele apresenta a soberania de Deus como o governante supremo do universo, que exerce seu domínio sobre todas as nações da Terra. O salmo também enfatiza a exaltação do rei ungido como filho de Deus e herdeiro das nações e da Terra.

O salmo é frequentemente visto como uma profecia messiânica que se cumpriu na pessoa de Jesus Cristo. A figura do rei ungido é frequentemente interpretada como uma referência a Jesus Cristo, que é visto como o Filho de Deus e o salvador da humanidade. Na Bíblia, vemos várias passagens que conectam o Salmo 2 a Jesus Cristo. Por exemplo, em Atos 4:25-28, o Salmo 2 é citado como uma profecia sobre a crucificação de Jesus Cristo.

Além disso, o Salmo 2 tem um significado teológico importante para a compreensão da natureza de Deus e da relação entre Deus e as nações da Terra. O salmo ensina que Deus é o governante supremo do universo e que a rebeldia das nações contra ele é fútil e inútil. Ele também enfatiza que a justiça de Deus é inescapável e que aqueles que se opõem a ele serão destruídos.

Por fim, o Salmo 2 tem um significado teológico importante para a compreensão do papel do cristão no mundo. O salmo nos lembra que, como seguidores de Jesus Cristo, temos a responsabilidade de proclamar a soberania de Deus sobre todas as nações da Terra e de trabalhar pela justiça e pela paz em nosso mundo. Também nos lembra que devemos ter cuidado para não nos unirmos à rebeldia das nações contra Deus, mas sim para submetermos nossa vontade à dele e trabalhar pela sua vontade na Terra.


IV. Relevância do Salmo 2 para a atualidade

O Salmo 2 continua sendo relevante para a atualidade por várias razões. Primeiro, o salmo nos lembra que Deus é o governante supremo do universo e que, independentemente das circunstâncias políticas ou sociais, devemos confiar em sua soberania e em sua justiça. Isso é especialmente importante em tempos de crise, quando pode haver uma sensação de incerteza e instabilidade em relação ao futuro.

Além disso, o Salmo 2 nos lembra que a justiça de Deus é inescapável e que aqueles que se opõem a ele serão destruídos. Isso é uma mensagem importante em um mundo onde a injustiça e a opressão ainda existem, e onde muitas vezes parece que aqueles que fazem o mal prosperam. O salmo nos encoraja a ter fé na justiça de Deus e a trabalhar para promover a justiça e a igualdade em nosso mundo.

O Salmo 2 também nos lembra da importância de submeter nossa vontade à vontade de Deus e de trabalhar para sua vontade na Terra. Isso significa que devemos buscar fazer a vontade de Deus em nossas vidas pessoais, bem como em nossas comunidades e sociedade em geral. Isso inclui trabalhar pela paz, pela justiça e pelo bem-estar de todos, especialmente dos mais vulneráveis e marginalizados.

Por fim, o Salmo 2 é relevante para a atualidade, pois nos lembra do papel importante que os líderes têm na promoção da justiça e da paz. Os líderes devem se lembrar de que são responsáveis ​​perante Deus e devem governar com sabedoria e justiça, promovendo o bem comum e protegendo os direitos e a dignidade de todas as pessoas. Isso é especialmente importante em um mundo onde há muitos exemplos de líderes que buscam poder e riqueza para si próprios, em vez de trabalhar pelo bem de seu povo.


Conclusão

Em conclusão, o Salmo 2 é um texto bíblico rico em significado teológico e relevante para a atualidade. Ele nos ensina sobre a soberania de Deus, a justiça de Deus, e o papel dos líderes na promoção da justiça e da paz. Também nos lembra de nossa responsabilidade como cristãos de trabalhar para a vontade de Deus na Terra e de confiar em sua soberania, independentemente das circunstâncias políticas ou sociais. O Salmo 2 continua a inspirar e desafiar aqueles que buscam viver uma vida comprometida com Deus e com a promoção da justiça e da paz em nosso mundo.



Pr. Delson Silva

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